A América Latina, desde o século XVI, vem sendo saqueada pelas potências do mundo. Após pilharem nossas riquezas, extrair do nosso solo tudo o que foi possível e explorar os povos nativos, bem como os povos sequestrados e aqui trazidos para construir esse continente, a América Latina ficou relegada, na divisão internacional do trabalho, a mera exportadora commodities e importadora de alta tecnologia.
Tudo isto a um custo alto para os povos que aqui vivem. No Brasil, por exemplo, maior exportador de grãos do mundo, 7 milhões de pessoas passam fome.
Em cuba, nos anos 50, o povo se rebelou contra a exploração capitalista e o imperialismo estadunidense e fez uma revolução socialista em seu território, colocando fim à exploração, à fome, à falta de saúde e de educação.
O imperialismo, inconformado, estabeleceu um bloqueio criminoso contra Cuba que se prolonga há 64 anos.
Enquanto os EUA realizavam atentados, atos de sabotagem e tentativas de invasão ao país, Cuba exportou médicos e serviços de saúde e se colocou como uma nação solidária aos povos explorados do mundo. Hoje, estamos vivendo os atos de uma nova guerra imperialista, que disputa territórios e matérias primas e põe na conta do povo as suas consequências.
Nesse contexto, a sanha capitalista do fascista Donald Trump intensifica o bloqueio a Cuba, impedindo que chegue petróleo ao país, impondo condições subumanas de existência. A ilha tem passado mais horas do dia sem energia elétrica do que com, causando graves danos à vida do povo cubano.
Bebês recém nascidos, internados, correm risco de morrer por falta de energia nos hospitais. Têm dependido da organização popular para garanir o funcionamento mecânico de algumas máquinas, por exemplo. Essa é a grandeza de um povo que se recusa a se dobrar ao imperialismo capitalista e a abrir mão de sua autodeterminação.
Nós, trabalhadoras e trabalhadores da educação federal, reunidos na 208ª Plenária Nacional do SINASEFE, no dia em que se celebra a primeira derrota do exército estadunidense na América Latina – a vitória cubana em Playa Girón –, compreendemos a importância de nos posicionar do lado certo da história, contra o imperialismo e em solidariedade ao povo cubano e a todos os povos do mundo, que sofrem pela ganância e violência capitalista.
Com o exemplo de que é possível vencer o imperialismo e com o compromisso de reforçar a denúncia de mais esse crime, dentre vários que vêm sendo cometidos por Trump e pelos EUA, nos solidarizamos.
Brasília-DF, 19 de abril de 2026
208ª Plenária Nacional do SINASEFE




