No último 1º de abril, Dia Nacional de Paralisação da Rede Federal de Educação, o SINASEFE Seção Natal realizou uma Assembleia Geral Híbrida que debateu análise de conjuntura, eleições 2026 e escolheu participantes para o 11º Seminário Nacional de Educação do SINASEFE, que acontece de 29 a 31 de maio, em São Paulo-SP.
A Assembleia foi iniciada com os informes. A coordenadora geral do SINASEFE Natal Fabiana Marcelino informou sobre a mudança da Assessoria Jurídica da Seção, que agora passa a ser realizada pelo escritório Giulliana Niederauer Advocacia. Ela informou que o servidor que possui ação individual com o advogado Carlos Alberto, pode requerer o substabelecimento para o novo escritório ou continuar com os serviços do advogado. A coordenadora também informou que a Seção tem duas ações coletivas com Carlos Alberto e que elas serão substabelecidas para o novo escritório.
Fabiana deu boas-vindas à advogada Giulliana Niederauer e agradeceu ao advogado Carlos Alberto Marques Júnior “pelos 15 anos que esteve conosco, prestando assessoria e sendo força política em momentos importantes para a sessão. Desejamos sucesso a ele na condução do seu escritório”.
O tesoureiro da Seção Pablo Gurgel falou sobre a participação do SINASEFE Natal na posse coletiva dos 118 novos docentes, deu boas-vindas aos novos servidores e parabenizou os que se filiaram para fortalecer a luta da categoria.
Fabiana complementou a pauta informando sobre o lançamento da segunda edição da Coletânea de Poemas, que neste ano trouxe o tema “Mulheres Vivas, Livres e Sem Medo”. A cerimônia contou com leitura de poemas, exposição de livros de servidoras, entrega dos livretos e brindes para as autoras dos poemas, e muita música com Edja Alves.
A pauta de análise de conjuntura contou com a participação da pesquisadora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Jolúzia Batista, e da coordenadora geral do SINASEFE Nacional, Flávia Cândida.
A convidada Jolúzia Batista abordou a geopolítica mundial em diálogo com o cenário eleitoral brasileiro. Em sua análise, destacou os riscos que se intensificam com o avanço da extrema direita no país, chamando atenção para o uso estratégico de novas tecnologias na disseminação de desinformação, na manipulação da opinião pública e no enfraquecimento de processos democráticos.
Ela caracterizou o momento como uma “crise civilizatória”, marcada por desigualdades, crise climática, avanço do capitalismo sobre recursos naturais e subjetividades, além de tensões sociais e culturais crescentes, inclusive nas escolas e entre a juventude. Para ela, o processo eleitoral é visto como decisivo, com um eleitorado intermediário podendo definir os rumos do país, enquanto a esquerda enfrenta divisões internas e dificuldades de articulação. Apesar do cenário adverso, ela destaca que há um chamado à resistência coletiva, à reconstrução de laços comunitários e à manutenção da esperança, da solidariedade e da luta por direitos como caminhos para enfrentar os desafios atuais.
Já Flávia Cândida, concordou com a explanação de Jolúzia e disse que há uma crise do capitalismo acompanhada por um processo de despolitização da sociedade, intensificado desde o pós-Guerra Fria, com a ascensão de pautas morais e do fundamentalismo religioso como elementos centrais da política contemporânea. Esse cenário, segundo ela, também se reflete na educação, que teria contribuído parcialmente para a formação de uma sociedade menos politizada, abrindo espaço para o crescimento da extrema direita.
Ela criticou o atual arranjo político marcado por um governo de coalizão limitado pelo poder do Congresso, que teria “sequestrado” o orçamento por meio das emendas parlamentares. Também alertou para reformas administrativas de caráter privatista, que ameaçam o serviço público e os trabalhadores, ao mesmo tempo em que denuncia a precarização das condições de trabalho na educação e a invisibilização de dados importantes, como os do ensino médio integrado na rede federal.
Flávia concluiu sua explanação defendendo a necessidade de mobilização política e sindical diante desse cenário, avaliando que o momento exige foco nas eleições, especialmente legislativas, como forma de enfrentar o avanço da extrema direita e suas consequências institucionais. Ela finalizou enfatizando a importância de planejamento estratégico, unidade e engajamento coletivo para enfrentar os desafios colocados no presente e nos próximos anos.
Após um momento de perguntas e respostas, com intenso debate sobre a atual conjuntura, a Assembleia foi finalizada com a escolha dos participantes para o Seminário Nacional de Educação do SINASEFE, que acontece em São Paulo-SP, nos dias 29, 30 e 31 de maio. O coordenador Diego Cirne vai participar representando a diretoria do sindicato e a representante da base seria escolhida posteriormente entre os integrantes do GT Educação do SINASEFE Natal. Foi escolhida a servidora Juliana Taline.
Confira a Assembleia na íntegra no nosso canal no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=gxim5FR8P3k
SINASEFE na luta!




