O SINASEFE vem a público manifestar profunda preocupação e repúdio diante dos fatos que vêm ocorrendo no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).
Em 22 de dezembro de 2025, o Conselho Superior do IFRJ homologou o resultado do processo eleitoral, conferindo ao Professor Thiago Matos Pinto a condição de reitor eleito pela comunidade acadêmica, com expressiva diferença de votos no segundo turno. Desde então, a comunidade aguarda a nomeação pelo Ministério da Educação (MEC), ato fundamental para a posse e início da gestão.
O que observamos, no entanto, é a retenção injustificável do processo no MEC, com exigência tardia de correções documentais e novos pareceres, mesmo após manifestações jurídicas favoráveis ao prosseguimento do processo. Paralelamente, o IFRJ vem sendo conduzido por reitor substituto indicado pela gestão anterior, sem a devida convocação do Conselho Superior e à revelia das reiteradas solicitações dos conselheiros para a realização de reuniões ordinárias.
Essa conduta:
- Desrespeita a vontade soberana da comunidade do IFRJ, expressa nas urnas;
- Fragiliza a autonomia institucional assegurada aos Institutos Federais;
- Produz um quadro de instabilidade institucional, retardando a posse das diretorias de campi também eleitas democraticamente.
O SINASEFE alerta que a nomeação da candidata derrotada no processo eleitoral para cargo na Setec/MEC, somada à permanência de gestão provisória vinculada à administração anterior, gera preocupação e suscita questionamentos acerca da observância dos princípios da impessoalidade, da autonomia institucional e do respeito ao resultado legitimamente construído pela comunidade acadêmica.
Reafirmamos:
- A defesa intransigente do processo democrático interno das instituições federais de ensino;
- A exigência de que o MEC cumpra seu papel institucional e nomeie, de imediato, o reitor eleito Professor Thiago Matos Pinto, garantindo o respeito ao resultado homologado pelo Conselho Superior do IFRJ;
- A necessidade de pleno funcionamento do Conselho Superior, instância máxima do IFRJ.
Exigimos respeito às decisões da comunidade do IFRJ. O MEC não pode ignorar a manifestação democrática de milhares de estudantes, docentes e técnico-administrativos que participaram do processo eleitoral e legitimaram o projeto escolhido para conduzir a instituição.
Plantão da Direção Nacional do SINASEFE




