Servidoras e servidores do IFRN se reuniram em Assembleia na tarde de ontem (13/10) para debater a conjuntura política e os limites e as possibilidades de atuação sindical no período eleitoral.
O sindicato convocou a base diante do cenário que se desenhou após o primeiro turno das eleições, no qual a maioria dos parlamentares eleitos se posiciona contra a classe trabalhadora e a possiblidade da volta do Bolsonarismo ao poder.
A atividade teve início com os informes, entre eles a participação da Seção no encontro Nordeste, atividade realizada entre os dias 09 e 11 de outubro em Salvador/BA. Também nos informes, a servidora Ana Velasquez informou a categoria sobre um debate que será realizado hoje, às 17h, nas Rocas, para discutir o que está em jogo nestas eleições. A servidora Janaína também informou que ocorrerá uma Aula pública em João Câmara para debater a defesa da educação pública nesta quarta-feira (14/10). A diretora de Aposentados, Sônia Moura, disse que a situação exige mobilização e relatou que tem realizado atividades de conscientização junto a moradores do seu bairro, tentando alertar sobre a importância de votar no segundo turno.
Após os informes, a advogada da Seção apresentou o parecer da assessoria jurídica do sindicato sobre a atuação de servidores e do sindicato no período eleitoral. A advogada pontuou que a lei não proíbe os sindicatos de atuar politicamente durante o período eleitoral, nem de defender direitos, mobilizar a categoria ou criticar candidatos e propostas.
A advogada explicou que existem ressalvas à atuação sindical, como usar a estrutura sindical para financiar candidaturas, transformar os canais institucionais em propaganda eleitoral, financiar ou produzir campanha eleitoral para candidatos ou divulgar propaganda irregular ou desinformação, mas que o sindicato pode sim se posicionar politicamente.
Finalizada a fala da advogada, a Assembleia abriu espaço para que os participantes trouxessem seus questionamentos. A servidora Socorro Silva lembrou que respondeu a processo administrativo durante período eleitoral recente e que os servidores devem se apropriar das regras específicas desse período de defeso.
Durante a análise de conjuntura, a coordenadora-geral do SINASEFE Natal pontuou que o sindicato demorou a aprovar um posicionamento para as eleições, mas que, diante do cenário que se desenhou após o primeiro turno, esse posicionamento se tornou necessário.
“Apesar de termos que fazer greve e de muitas pautas ainda estarem sendo discutidas em mesas de negociação, nós reconhecemos a importância do campo político composto pelo presidente Lula e temos consciência que independente do resultado da eleição, devemos nos preparar para os próximos quatro anos”, explicou.
A servidora Nadja Costa alertou que, na eleição anterior, o sindicato, em plenária, apoiou a candidatura do presidente Lula e que qualquer insatisfação com o governo atual não se compara ao abismo que se avizinha com a possível eleição de Flávio Bolsonaro. “Nós já sabemos o que foi um governo Bolsonaro. Esse agora poderá ser pior, e minha questão aqui é: que ações ainda podemos fazer nessas últimas semanas?”, questionou.
Após o debate, a Assembleia deliberou pelo apoio à candidatura de Lula à Presidência da República e estendeu o apoio à candidatura de Cadu ao governo do Estado do Rio Grande do Norte. A categoria consensuou que as candidaturas de Flávio Bolsonaro e Allyson Bezerra não dialogam com os interesses da classe trabalhadora, em especial dos servidores da Rede Federal, que foram ostensivamente atacados durante o governo Bolsonaro.
Nos encaminhamentos, foi deliberado a realização de aulões no interior, visitas aos campi para dialogar com a comunidade, confecção de material alertando a categoria sobre as propostas dos candidatos e se integrar as atividades que estão sendo realizadas pelas demais entidades sindicais.
Veja a Assembleia completa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=RJdgLz1FJWA
SINASEFE na Luta!




