38º CONSINASEFE | Resumo do 1º dia

Imagem Destaque

Com a presença de mais de 600 pessoas, o SINASEFE iniciou nesta terça-feira (03/11) seu 38º Congresso Nacional. Além da mesa de abertura, os(as) participantes se envolveram no debate de análise de Conjuntura e organização sindical. O evento acontece até o próximo sábado (07/11), na capital federal, e elegerá o Conselho Fiscal, o Conselho de Ética e a 16ª Direção Nacional Colegiada do SINASEFE, todos com mandato para o biênio 2026-2028.

O SINASEFE Natal participa do Congresso representado pelos/as servidores/as Rosane Felix, Sara Cordeiro, Erivanda Tavares, Izabel Almeida, Ana Cristina Batista, Ednaldo Pereira, Sônia Moura, Francisco Dias, Ana Velasque, André Nobre, Lilian Vieira e Fernando Varella.

Mesa de abertura

Composta pela coordenação geral do SINASEFE e pela representação das entidades da educação (Andes-SN e Fasubra), a mesa de abertura dos trabalhos do Congresso Eleitoral foi iniciada por volta de 14h50. Participaram deste momento: Cláudio Mendonça (presidente do Andes-SN), Francisco Freitas (coordenador geral), Flávia Cândida (coordenadora geral), Antonildo Pereira (coordenador geral) e Wagner Vieira Araújo (coordenador geral da Fasubra).

Cláudio Mendonça (presidente do Andes-SN) destacou a força das mobilizações populares na recente vitória eleitoral contra a extrema direita e enfatizou que a conquista de direitos no novo governo dependerá fortemente da continuidade da pressão nas ruas. Representante docente federal, o dirigente defendeu a autonomia e a unidade das entidades sindicais (como Andes-SN, SINASEFE e Fasubra) para enfrentar o mercado financeiro, as políticas de ajuste fiscal e um Congresso conservador focado na retirada de direitos da classe trabalhadora.

Francisco Freitas (coordenador geral) enfatizou o Consinasefe como o espaço decisivo de definição da linha política para os próximos dois anos, celebrando a vitória eleitoral e a coragem da entidade no enfrentamento à extrema direita. O dirigente destacou que a mobilização popular nas ruas e redes foi o divisor de águas que impediu um cenário neofascista de risco total às conquistas da Constituição de 1988, incluindo a educação pública, o SUS e os direitos civis. Por fim, alertou que o resultado das urnas provou que priorizar ajustes fiscais e o mercado não resolve os problemas do povo nem vence eleições.

Flávia Cândida (coordenadora geral) deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o empenho das comissões organizadora e eleitoral, destacando a relevância da unidade da classe trabalhadora demonstrada no segundo turno das eleições. A dirigente defendeu que as disputas e divergências políticas durante o CONSINASEFE ocorram com leveza e respeito aos diferentes projetos, e enfatizou que, após a posse da nova gestão, o compromisso central deve ser manter a base do sindicato unida e mobilizada para enfrentar os duros desafios dos próximos quatro anos, como o combate ao voto distrital e o avanço da extrema direita.

Antonildo Pereira (coordenador geral) saudou também as delegações, ressaltando as boas-vindas, parabenizando a base por entender o momento crítico da conjuntura e ratificar a decisão de apoiar a reeleição do presidente Lula. O dirigente enfatizou que a mudança de rumo e o susto entre o primeiro e o segundo turno foram fundamentais para reacender a centelha de luta e levar a classe trabalhadora às ruas, garantindo a vitória eleitoral. Ao fazer um balanço de sua gestão na Coordenação Geral, destacando a realização de 17 plenárias e mais de 20 reuniões de DN, além de dezenas de eventos nacionais. Ele agradeceu às seções sindicais e ao seu coletivo (Sinasefe para Lutar – SPL), concluindo que o caminho a seguir exige a continuidade da mobilização nas ruas para pautar as bandeiras dos trabalhadores diante de um Congresso Nacional conservador.

O coordenador geral da Fasubra, Wagner Vieira Araújo, se uniu aos participantes do CONSINASEFE (ao final da aprovação do Regimento Interno) reforçando a importância da atuação conjunta das entidades. Ele saudou o Congresso do SINASEFE e destacou a histórica parceria entre as entidades na defesa da Educação Federal. Wagner celebrou conquistas recentes obtidas pela mobilização, como a aprovação parlamentar da indenização de fronteira e defendeu como pautas prioritárias a democratização das instituições de ensino e a criação do auxílio-nutrição para assegurar dignidade aos aposentados e aposentadas, reafirmando que a Fasubra marchará junto ao SINASEFE para pressionar o governo e conquistar novas vitórias para as categorias.

Pendência de credenciamento e Regimento Interno

A plenária do 38º CONSINASEFE analisou e rejeitou o pedido de recurso de impugnação do sindicalizado Rafael Bernardo, da seção Litoral-SC, mantendo a delegação eleita da respectiva seção sindical.

Ao analisar o Regimento Interno do Congresso, a plenária deliberou pela alteração da programação, com modificações no sábado (07/11), antecipando o horário de posse da Direção Nacional e conselheiras(os) eleitas(os) para 13h.

Mesa de Conjuntura e organização sindical

Composta por lideranças políticas, docentes e técnico-administrativos, a mesa de Conjuntura e organização sindical debateu os rumos da conjuntura nacional e internacional pós-eleitoral, convergindo na avaliação de que a vitória contra a extrema direita foi fruto de um histórico levante popular nas ruas e nas redes. Os debatedores enfatizaram que o neofascismo e a pressão do mercado financeiro continuam sendo ameaças ativas, defendendo a independência de classe e a rejeição de qualquer tipo de ajuste fiscal. De modo geral, as falas das(os) palestrantes reforçaram a necessidade urgente de organizar as bases para manter a pressão contínua pela esquerda sobre o governo, defendendo a recomposição orçamentária da educação e a defesa intransigente dos direitos sociais. Fizeram falas: Vera Lúcia (ex-candidata à Presidência), Theo Martins Lubliner (professor do IFS), Francisco Freitas (TAE do IFPB), Michel Torres (professor da USP) e Erika Kokay (deputada federal pelo PT-DF).

Vera Lúcia (ex-candidata à presidência) enfatizou que a vitória eleitoral contra a extrema direita foi um importante impulso para a classe trabalhadora, mas alertou que o bolsonarismo permanece politicamente vivo e só será derrotado definitivamente por meio da disputa ideológica e da ocupação contínua das ruas. Conectando o cenário brasileiro às mobilizações internacionais por moradia e direitos sociais (como na Europa), defendeu que avanços como o fim da escala 6×1, a reparação aos povos negros e indígenas, o combate às mudanças climáticas e a reestatização de empresas públicas só serão conquistados se os trabalhadores impuserem suas pautas de forma independente, organizando-se nos locais de trabalho sem se submeter às conciliações da frente ampla ou às pressões do mercado.

Theo Martins Lubliner (professor do IFS) alertou que o neofascismo não foi derrotado no Brasil e continua crescendo, citando a expansão da bancada de extrema direita no Congresso (com o avanço para 49 senadores) como uma ameaça concreta às conquistas sociais. O docente analisou os limites da aliança pragmática com setores da burguesia conservadora e defendeu a superação da estratégia “democrático-popular” em prol da construção de um verdadeiro poder popular. Criticando o engessamento do orçamento promovido pelo novo arcabouço fiscal e pelo pagamento de juros da dívida pública, sustentou que cabe ao SINASEFE organizar a mobilização de base e construir uma greve pela recomposição orçamentária para exercer a pressão necessária sobre o governo.

Francisco Freitas (TAE do IFPB) apontou a crise da hegemonia capitalista global e chamando atenção para a precarização do trabalho imposta pelas grandes corporações de tecnologia (Big Techs) e por sucessivas reformas trabalhistas e previdenciárias. O dirigente ressaltou que a vitória contra a extrema direita no segundo turno demonstrou a força da junção entre a mobilização nas redes digitais e a ocupação das ruas por estudantes e pela classe trabalhadora, que rejeitou a cartilha do ajuste fiscal. Por fim, defendeu que o papel do SINASEFE é não recuar e tensionar o governo pela esquerda, exigindo a reestruturação das carreiras, a recomposição salarial, a redução da jornada e a garantia de direitos.

Michel Torres (professor da USP) defendeu que a análise de conjuntura deve ser guiada pela razão e pela frieza científica para armar o movimento sindical de estratégias eficientes, destacando que a vitória eleitoral no segundo turno foi fruto de um levante cívico inédito, do ativismo digital e do resgate do trabalho de base. O professor alertou que, apesar da eleição de Lula, a esquerda não conquistou a hegemonia política e enfrenta um cenário de greves predominantemente defensivas e queda na taxa de sindicalização nacional. Ao destacar o SINASEFE por manter índices de filiação acima da média do país, defendeu que a entidade mantenha independência de classe em relação ao governo, recusando a postura de mera espectadora para transformar a mobilização das ruas em uma força unificada e permanente de pressão por avanços sociais.

Mesa: Conjuntura e Organizaçao Sindical – Conjuntura e Organizaçao Sindical – Michel Torres

Erika Kokay (deputada federal – PT/DF) classificou a recente vitória eleitoral como um levante histórico e inédito, no qual a mobilização popular transformou os cidadãos de meros espectadores em protagonistas na defesa da soberania nacional contra a barbárie neofascista. A parlamentar criticou a financeirização da economia e privatizações como a da Eletrobras, defendendo o fortalecimento das estatais e o investimento prioritário na educação e na cultura para resgatar a subjetividade coletiva e combater a cultura do medo e do ódio. Ao destacar que a cidadania se constrói no “chão da escola”, enfatizou o papel estratégico dos Institutos Federais e defendeu que a efervescência das ruas se consolide em organização popular permanente e políticas públicas estruturantes.

Ao final das cinco palestras desta mesa, dez participantes foram sorteadas(os) para apresentar suas pontuações sobre conjuntura e organização sindical. Os desafios da categoria para o próximo período foram pautados repetidamente, ressaltando questões como a Reforma Administrativa, o orçamento das instituições federais de ensino e pautas como a precarização da Rede Federal.

Assista abaixo as palestras mencionadas acima:

 

Homenagem ao SINASEFE

Servidores de Roraima, representados por Sílvio Rotter (ex-dirigente do SINASEFE e servidor de Roraima), entregaram ao SINASEFE uma placa de homenagem pela atuação do sindicato nacional na defesa das(os) trabalhadoras(es) dos ex-territórios.

Com informações do SINASEFE Nacional

CADASTRE-SE

Para receber nossos informativos por email.

Newsletter Widget (#5)
FILIAÇÃO

Seja um filiado Sinasefe RN e tenha assistência e benefícios. Faça parte dessa luta.

APOSENTADOS

Uma seção destinada aos aposentados.

GREVE

Saiba tudo o que está acontecendo durante o período que estamos em GREVE.